Com vistas à democratização do acesso ao alimento bom, limpo e justo, bem como a importância da proteção das identidades culturais ligadas às tradições alimentares, nasce o Projeto Território e Cultura Alimentar no Ceará.

Serão realizadas e construídas ações e atividades que visam sobretudo o fortalecimento da identidade a cultura alimentar indígena

Realizado pela Associação Slow Food do Brasil (ASFB), em parceria com o Adaptando Conhecimento para a Agricultura Sustentável e o Acesso a Mercados (AKSAAM) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), o Projeto Território e Cultura Alimentar no Ceará propõe ações junto às comunidades do Povo Indígena Tremembé da Barra do Mundaú e do Povo Indígena Tabajara dos Territórios dos Inhamuns, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento territorial e para a valorização da cultura alimentar e da biodiversidade local.

Entendendo o potencial da juventude para a transformação de suas realidades, propõe também trocas de experiências entre jovens rurais de diferentes territórios do Ceará e da América Latina, utilizando a ecogastronomia e a educação alimentar como ferramentas para gestão do conhecimento e valorização dos seus modos de vida.

O jovem líder indígena Mateus Tremembé, da Barra do Mundaú, destaca que serão realizadas e construídas ações e atividades que visam sobretudo o fortalecimento da identidade da cultura alimentar indígena. O projeto será lançado nesta quarta-feira (23), às 15 horas, pelo YouTube e Facebook do Slow Food Brasil.

A Associação Slow Food Brasil destaca que ajustou as ações de campo previstas para este ano em virtude da pandemia da Covid-19. Entre os cinco projetos que envolvem agricultores familiares, comunidades tradicionais e povos originários está o fortalecimento da identidade territorial, valorização da cultura alimentar e da sociobiodiversidade de comunidades tradicionais e jovens rurais do Estado do Ceará, por meio dos povos Tremembé e Tabajara. O projeto conta com o apoio dos projetos Paulo Freire/Fida, São José/Banco Mundial e a Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco.

Ações no TI Tremembé da Barra do Mundaú

No Norte do Ceará, o Projeto Cultura Alimentar na Aldeia está sendo desenvolvido pelo Conselho Indígena Tremembé de Itapipoca (Citi), na Terra Indígena Tremembé da Barra do Mundaú, em suas quatro aldeias, São José, Munguba, Buriti do Meio e Buriti de Baixo, com apoio financeiro do Fundo Casa Socioambiental. Iniciado em julho deste 2020, o Projeto vai até dezembro.

Uma das iniciativas foi uma campanha de comunicação por meio da qual quatro jovens indígenas receberam internet móvel, sendo a página do Instagram, @tremembe_da_barra_, contemplada, com o objetivo de fortalecer os diálogos entre as aldeias de forma virtual neste momento de pandemia da Covid-19, além de possibilitar o acesso às informações do território para parentes, parceiros e familiares que estão fora da aldeia.

Outra ação foi implementação de dois roçados coletivos na Terra indígena Tremembé da Barra do Mundaú. “Hoje estamos em fase de finalização do primeiro e preparando o espaço para o início dos trabalhos na outra aldeia. Estamos fortalecendo 15 quintais produtivos com a entrega de ferramentas agrícolas, sementes crioulas e mudas de frutíferas, hortaliças e medicinais”, explica Mateus Tremembé.

Ações já realizadas

  • 15 famílias de agricultores familiares fortalecidas
  • 15 famílias de pescadores artesanais fortalecidos
  • 150 famílias sensibilizadas dos cuidados e prevenção à Covid-19
  • Distribuição de kits de higiene e EPIs para as 150 famílias
Entre as ações, está o fortalecimento de 15 quintais produtivos com a entrega de ferramentas agrícolas, sementes crioulas e mudas de frutíferas, hortaliças e medicinais

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