Durante todo o mês de novembro de 2025, a Casa do Jornalismo Socioambiental funcionou em Belém como um hub editorial, logístico e de acolhimento para jornalistas que cobriram a COP30. O espaço reuniu redações especializadas, conectou equipes locais, regionais e nacionais e viabilizou uma cobertura colaborativa ampla, qualificada e em tempo real.

Diferencial
A Casa hospedou 20 jornalistas num ambiente seguro e estruturado de trabalho e contribuiu para a redução das barreiras históricas de acesso à cobertura internacional. O modelo mostrou que é possível produzir jornalismo com mais diversidade de vozes, cooperação entre veículos e foco na comunicação de interesse público.
Participantes
A iniciativa foi idealizada e organizada ao longo do ano de 2025 pelas equipes de Associação de Jornalismo Digital (Ajor), Amazônia Vox, #Colabora, Eco Nordeste, Envolverde, InfoAmazonia, ((o))eco e Open Knowledge Brasil.
Também fizeram parte da cobertura colaborativa: Agência Pública, Alma Preta, Ambiental Media, AzMina, Carta Amazônia, Ciência Suja, Intercept Brasil, Nexo, O Joio e O Trigo, Repórter Brasil, Revista Cenarium, Site Independente A LENTE, Agência Urutau, O Varadouro e Voz da Terra.
Cobertura colaborativa
Pela primeira vez, um esforço coletivo dessa escala foi realizado no jornalismo brasileiro. A iniciativa mobilizou 21 veículos na produção de uma cobertura colaborativa do evento oficial e das programações paralelas. Foram quase 200 reportagens, compartilhadas entre os parceiros e republicadas por dezenas de veículos no Brasil. Foram levantados temas que, de outra forma, teriam ficado às margens da cobertura da COP30.
Alcance internacional
Mais de 80 reportagens ganharam versões em Inglês e Espanhol, o que ampliou o alcance da cobertura e conectou a imprensa brasileira a novos públicos e redações de outros países.
Tempo real
Foi criado um live feed com atualizações constantes, fotos e vídeos dos momentos mais significativos da COP30, como o protesto indígena dentro da zona azul e o incêndio que atingiu a área oficial. Com ele, chegou-se a 250 acessos simultâneos e mais de 173 mil acessos, ao todo, o que demonstrou confiança, relevância e velocidade editorial.
Programação aberta
A Casa sediou 48 atividades, com a participação de 109 painelistas. Foram oficinas, debates, entrevistas, encontros com observadores da COP30 e exibições inéditas de documentários. A programação ampliou o acesso a fontes, gerou conexões estratégicas e fortaleceu a cobertura antes e durante as negociações.
Vídeo
Este vídeo apresenta, de dentro, como essa Casa foi pensada e vivida: um espaço que combinou infraestrutura, método e cuidado para que as equipes pudessem trabalhar com segurança, rapidez e profundidade. A iniciativa consolidou um modelo de jornalismo compartilhado, colaborativo e descentralizado, deixando um legado replicável para futuras grandes coberturas e para quem acredita em informação como serviço público.
Legado
A Casa consolidou um novo jeito de fazer jornalismo: compartilhado, colaborativo e descentralizado, um modelo replicável para grandes coberturas que demandam capilaridade territorial, velocidade e profundidade. O projeto fortaleceu redes, qualificou a informação disponível ao público e marcou a COP30 como um dos maiores exercícios colaborativos do jornalismo socioambiental no Brasil.
Apoio
A Casa de Jornalismo Socioambiental foi financiada pela Climate and Land Use Alliance (CLUA), cujo apoio estruturante viabilizou a iniciativa. Também teve grande suporte da Fundação Itaú e do Instituto Clima e Sociedade (iCS).
Completam a rede de apoio Amazon Conservation Association, Pulitzer Center, Greenpeace, Covering Climate Now, Fundação Heinrich Böll, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Oxfam Brasil, Ciência Hoje, Fundação Rosa Luxemburgo, ITS Rio e a Iniciativa AdaptaCidades, implementada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com recursos da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) e do Fundo Verde para o Clima (GCF).
Para alcançar audiências internacionais, o projeto teve o apoio das agências LatAm Intersect PR, Approach, Impronta Comunicación Estratégica e Mullenlowe.


