FOTO: FRANCISCO ROGÉRIO NASCIMENTO
As jararacas são a espécie de víbora mais comum do Brasil, habitando todos os biomas do País. Na Caatinga, as características de semiaridez e aridez levaram à adaptação de uma jararaca endêmica do bioma: a jararaca-da-seca (Bothrops erythromelas).
Justamente pelas condições climáticas, a jararaca-da-seca é uma das menores espécies de víbora do Brasil, com aproximadamente 60 centímetros.
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FOTO: JOHN A. ANDRADE OLIVEIRA
Noturna, ela vive em média 9 a 12 anos e pode ter quatro a seis filhotes por ninhada. Diferente de outras cobras, ela é vivípara, ou seja, dá à luz filhotes totalmente formados.
A reprodução ocorre no início do verão, como chama-se o período seco na Caatinga, e os filhotes nascem no inverno, o período chuvoso.
FOTO: FRANCISCO ROGÉRIO NASCIMENTO
Essa temporalidade garante que os filhotes de jararaca-da-seca nasçam no período em que há mais recursos na Caatinga. Que mãezona!
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Aliás, uma característica impressionante das jararacas-da-seca é que elas podem controlar quantos filhotes terão por ninhada. Se o período for de menos recursos, ela terá poucos filhotes, mas robustos. Se as chuvas vierem em abundância, ela tem mais filhotes.
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“É incrível a resiliência desse bicho. Eu digo que a jararaca-da-seca é a cobra que não sibila, fala oxente.”
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Alexandre Simeone, biólogo e mestre em Biotecnologia