FOTO: MONIQUE LINHARES
A origem da humanidade nas Américas e na arte rupestre da Serra da Capivara (PI)
Desde 1979, com o início do Parque Serra da Capivara, pesquisadores identificaram mais de 1.300 sítios arqueológicos com ajuda de moradores. São cerca de 200 sítios abertos à visitação, em área protegida pelo ICMBio e pela Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM).
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Essa foi a primeira figura vista e é a preferida da arqueóloga Niède Guidon. A partir daí, ela mobilizou missões de pesquisa, lutou pela criação do Parque, idealizou a FUMDHAM e revolucionou a região.
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A Eco Nordeste participou da excursão do arqueólogo cearense Igor Pedroza, que incluiu a visita noturna ao Boqueirão da Pedra Furada, um importante e polêmico sítio arqueológico.
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O Boqueirão tem um paredão de pinturas, como a do beijo, e indícios de ocupação humana de 50 a 100 mil anos, como fósseis. A datação confronta consensos científicos sobre o povoamento nas Américas.
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Há pelo menos 20 mil anos a Serra da Capivara tem ocupação contínua comprovada, o que abalou teorias consolidadas. Para além da antiguidade, a variedade dos registros atrai cientistas e curiosos.
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As pinturas não podem ser datadas com precisão, pois carecem de material orgânico para análise de carbono-14. No entanto, estão em sítios que têm presença de ossos humanos e de materiais líticos.
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A região abriga arte rupestre com figuras em movimento e grande variedade, traços únicos no mundo. Algumas exclusivas dali, com geometrias refinadas.
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Um grupo mais recente deixou vestígios também do fim do século XIX aos anos 1950. Os extrativistas do látex da maniçoba (maniçobeiros) erguiam casas de taipa ou moravam nos abrigos dos paredões.
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Há poucos registros materiais da ocupação indígena. A tradição oral dos maniçobeiros, que conviveram com indígenas, conta a história de Maria dos Anjos, guardiã da Toca da Mãezinha ou Toca do Inferno.
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A indígena catequizada fazia partos difíceis e batizava bebês na Toca. Gritos de mulheres e crianças assustavam, daí o nome oficial (Inferno). No local também há óxido de ferro, usado nas pinturas.
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A Serra da Capivara abriga os mocós, pequenos roedores parecidos com capivaras (que nunca existiram ali). Seus dejetos afetam as pinturas, que demandam ações de preservação natural e patrimonial.