{"id":695,"date":"2021-11-21T19:49:12","date_gmt":"2021-11-21T22:49:12","guid":{"rendered":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/?post_type=project&#038;p=695"},"modified":"2021-12-06T19:13:38","modified_gmt":"2021-12-06T22:13:38","slug":"opcao-limpa-renovavel-e-de-baixo-custo","status":"publish","type":"project","link":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/materias\/opcao-limpa-renovavel-e-de-baixo-custo\/","title":{"rendered":"Op\u00e7\u00e3o &#8216;limpa&#8217;, renov\u00e1vel<br>e de baixo custo"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF9jYXRlZ29yaWVzIiwic2V0dGluZ3MiOnsiYmVmb3JlIjoiIiwiYWZ0ZXIiOiIiLCJsaW5rX3RvX3Rlcm1fcGFnZSI6Im9mZiIsInNlcGFyYXRvciI6IiB8ICIsImNhdGVnb3J5X3R5cGUiOiJwcm9qZWN0X2NhdGVnb3J5In19@&#8221; 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alt=&#8221;Juliete Oliveira, engenheira eletricista e coordenadora t\u00e9cnica da Conectrom&#8221; title_text=&#8221;cana&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]Planta\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar na Zona da Mata sul de PE | Foto: In\u00eas Campelo\/MZ Conte\u00fado[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; 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Afinal, \u00e9 bem comum encontrar, em dietas saud\u00e1veis, uma diversidade de receitas que utilizam a biomassa de banana verde. O poder da biomassa como fonte de energia, no entanto, vai al\u00e9m da nutri\u00e7\u00e3o. Ela consiste em toda mat\u00e9ria org\u00e2nica de origem vegetal e animal e pode ser usada de diferentes formas para a produ\u00e7\u00e3o de energias mec\u00e2nica, t\u00e9rmica e el\u00e9trica, de forma \u201climpa\u201d, renov\u00e1vel e de baixo custo, a partir da decomposi\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos. A energia da biomassa \u00e9, portanto, uma forma indireta da energia do sol armazenada ap\u00f3s a fotoss\u00edntese.<\/p>\n<p>A queima da madeira para a produ\u00e7\u00e3o de luz e calor \u00e9 um exemplo do qu\u00e3o antigo \u00e9 o uso de biomassa, que acompanha o ser humano desde tempos remotos e continua presente na vida das pessoas por meio de produtos que s\u00e3o feitos a partir desse processo. Outra forma bem conhecida de consumo dessa fonte \u00e9 o combust\u00edvel etanol, popularmente chamado de \u201c\u00e1lcool\u201d. O derivado da cana-de-a\u00e7\u00facar, que \u00e9 o principal produto agr\u00edcola da regi\u00e3o Nordeste, \u00e9 a fonte de biomassa mais utilizada no Brasil e no mundo.<\/p>\n<p>No Pa\u00eds, a biomassa ocupa a segunda coloca\u00e7\u00e3o, em energia renov\u00e1vel, com 9,1% de oferta el\u00e9trica nacional, ou seja, quase 10% da matriz el\u00e9trica, n\u00famero que s\u00f3 perde para a hidrel\u00e9trica (65,2%) e que est\u00e1 logo acima da e\u00f3lica (8,8%). Os n\u00fameros foram retirados do <a href=\"https:\/\/www.epe.gov.br\/sites-pt\/publicacoes-dados-abertos\/publicacoes\/PublicacoesArquivos\/publicacao-601\/topico-596\/BEN2021.pdf\">Balan\u00e7o Energ\u00e9tico Nacional (BEN) de 2021<\/a>, que analisou dados de 2020. \u00c9 importante considerar que combust\u00edveis f\u00f3sseis, como carv\u00e3o mineral, g\u00e1s natural e petr\u00f3leo, apesar de derivados de animais, vegetais e minerais, n\u00e3o s\u00e3o considerados biomassa, uma vez que a fonte necessita de milh\u00f5es de anos em processo de transforma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo, portanto, consideradas renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>Entre as fontes de biomassa utilizadas para gera\u00e7\u00e3o de energia est\u00e3o as agroindustriais, biocombust\u00edveis l\u00edquidos, florestas, res\u00edduos animais e res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos. A maior demanda de consumo final, ainda de acordo com o BEN 2021, fica com os setores industrial (44,8%), de alimentos e bebidas (25%), de transportes (23,8), energ\u00e9tico (17,1), papel e celulose (11,8%), residencial (9,3), entre outros. Na ind\u00fastria, \u00e9 bastante utilizada em ramos como o de celulose e papel, siderurgia, cer\u00e2mica vermelha, padaria, gesso, beneficiamento da mandioca, t\u00eaxtil e \u00f3leos vegetais.<\/p>\n<p>Dados do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), publicados em 2018, no <a href=\"https:\/\/www.br.undp.org\/content\/dam\/brazil\/docs\/publicacoes\/planeta\/Livro_APNE_NE_AGO20.pdf\"><em>Biomassa para energia no Nordeste: atualidades e perspectivas<\/em><\/a><em>,<\/em> mostram que toda a oferta de biomassa dispon\u00edvel no Nordeste \u00e9 duas vezes maior que a demanda total, n\u00e3o havendo, portanto, escassez. Mas, quando falamos em fontes legais, a demanda \u00e9 mais que o dobro da oferta atual, sendo Pernambuco o Estado com demanda sete vezes maior que a oferta. Apenas o Piau\u00ed tem uma oferta maior que a demanda. Em 2015, a oferta legal representou apenas 21% do consumo total.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio citado, quase 80% da oferta ainda n\u00e3o foi enquadrada nas normas legais vigentes e, para serem legalizadas, algumas fontes precisam apenas ser colocadas sob regimes de manejo sustent\u00e1vel, que \u00e9 uma forma de administrar a explora\u00e7\u00e3o do recurso com o m\u00ednimo de impacto ambiental, o que torna a oferta sustent\u00e1vel e competitiva. Um exemplo \u00e9 a floresta nativa nos biomas Cerrado e Caatinga. Fontes, como res\u00edduos de cultivos de cana-de-a\u00e7\u00facar e de coqueiros, no entanto, requerem ainda um processo de desenvolvimento tecnol\u00f3gico, log\u00edstico e de mercados.<\/p>\n<p>Somente ao optar por uma fonte legal de biomassa, portanto, \u00e9 poss\u00edvel conferir ao uso dela a legitimidade de vantagens reais como o baixo custo junto \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o de poluentes, da redu\u00e7\u00e3o de impacto do ac\u00famulo de gases de efeito estufa e do reaproveitamento de recursos, a exemplo da utiliza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos org\u00e2nicos como o pr\u00f3prio lixo comum, cuja vida \u00fatil \u00e9 comumente desperdi\u00e7ada antes do tempo. Em contraponto, o uso da biomassa pode n\u00e3o ser vantajoso por possuir menor poder calor\u00edfico em rela\u00e7\u00e3o a outros combust\u00edveis, por contribuir com a forma\u00e7\u00e3o de chuva \u00e1cida, no caso do biocombust\u00edvel l\u00edquido, al\u00e9m do desflorestamento, no caso da biomassa n\u00e3o-renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text disabled_on=&#8221;on|on|off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font=&#8221;|600|||||||&#8221; header_4_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font_size=&#8221;20px&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;40px|30px|40px|30px|true|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; 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_builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Infografico_Biomassa_Assinado.png&#8221; title_text=&#8221;Infografico_Biomassa_Assinado&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; width_tablet=&#8221;60%&#8221; width_phone=&#8221;100%&#8221; width_last_edited=&#8221;off|desktop&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; min_height=&#8221;60%&#8221; 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alt=&#8221;Juliete Oliveira, engenheira eletricista e coordenadora t\u00e9cnica da Conectrom&#8221; title_text=&#8221;Heitor-Scalambrini&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]Heitor Sacalambrini Costa | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/<a href=\"http:\/\/cersa.org.br\/energia\/assembleia-outorga-comenda-verde-a-coordenadores-do-cersa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cersa<\/a>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Perspectivas para a fonte<\/h2>\n<p>Diante de um cen\u00e1rio de matriz energ\u00e9tica variada, com a diversidade de fontes energ\u00e9ticas renov\u00e1veis que o Pa\u00eds possui, conversamos com o f\u00edsico, ambientalista, ativista antinuclear e professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Heitor Scalambrini Costa, que \u00e9 mestre em Ci\u00eancias e Tecnologias Nucleares (UFPE) e doutor em Energ\u00e9tica (Universidade de Aix-Marselha, em colabora\u00e7\u00e3o do Centro de Energia Nuclear da Fran\u00e7a). As atividades acad\u00eamicas dele se concentram no estudo e aplica\u00e7\u00f5es da energia solar fotovoltaica, em pol\u00edticas energ\u00e9ticas para o meio rural e nos impactos socioambientais das fontes renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>Scalambrini acredita que o Nordeste tem um papel de relev\u00e2ncia para alcan\u00e7ar uma matriz el\u00e9trica sustent\u00e1vel, levando em considera\u00e7\u00e3o sol, ventos e \u00e1reas que poderiam ser utilizadas no sentido de produ\u00e7\u00e3o de biomassa para fins el\u00e9tricos. Para ele, essas fontes s\u00e3o fortes candidatas para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica t\u00e3o necess\u00e1ria em tempos de emerg\u00eancia clim\u00e1tica, em que as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa devem ser estancadas. A biomassa, em espec\u00edfico, tem um potencial subutilizado, que, segundo ele, depende apenas de decis\u00f5es pol\u00edticas para que novas pr\u00e1ticas sejam adotadas.<\/p>\n<p>Confira a entrevista completa:<\/p>\n<p><strong>Aline Vieira Costa<\/strong> &#8211; Como o senhor avalia o uso de biomassa como energia renov\u00e1vel no Brasil e no Nordeste?<\/p>\n<p><strong>Heitor Scalambrini Costa &#8211;<\/strong> Duas quest\u00f5es merecem destaque. A primeira \u00e9 que uma matriz el\u00e9trica sustent\u00e1vel n\u00e3o ter\u00e1 uma \u00fanica fonte de energia predominante, como foi na era do carv\u00e3o e na era do petr\u00f3leo. Um conjunto de energ\u00e9ticos far\u00e3o parte desta cesta de oferta de energia. Por raz\u00f5es t\u00e9cnico-econ\u00f4mica, ambiental e social, a energia nuclear n\u00e3o far\u00e1 parte desta miscel\u00e2nea de energ\u00e9ticos.<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 a necessidade de regionalizar as decis\u00f5es sobre pol\u00edtica energ\u00e9tica em um pa\u00eds imenso e de tamanha diversidade dispon\u00edvel de fontes energ\u00e9ticas. Atualmente dispomos de um \u00f3rg\u00e3o de assessoramento \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica, o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE), que decide a pol\u00edtica energ\u00e9tica nacional, n\u00e3o levando em conta as disponibilidades energ\u00e9ticas regionais, as potencialidades de consumo e gera\u00e7\u00e3o. O modelo decis\u00f3rio assim\u00e9trico \u00e9 todo no poder executivo federal, que sofre um enorme ass\u00e9dio de lobistas de plant\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Diante das quest\u00f5es expostas, vejo, sim, a contribui\u00e7\u00e3o da biomassa de modo regionalizado, com maior ou menor contribui\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, da disponibilidade, das caracter\u00edsticas sociais, econ\u00f4micas e ambientais. A produ\u00e7\u00e3o da energia, a partir da biomassa, pode atender \u00e0s necessidades energ\u00e9ticas de origem gasosa, l\u00edquida e s\u00f3lida.<\/p>\n<p>No meio urbano, o g\u00e1s produzido pela decomposi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica pode ser obtido nos aterros sanit\u00e1rios e na compostagem. Lamentavelmente, no Brasil, a destina\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos em cada um dos 5.570 munic\u00edpios, mapeada recentemente pela <a href=\"http:\/\/abetre.org.br\/cai-numero-de-municipios-que-enviam-residuos-a-lixoes-diz-associacao\/\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Tratamento de Res\u00edduos e Efluentes (Abetre)<\/a>, constatou que 2,7 mil cidades realizam descartes ainda em locais inapropriados. Solu\u00e7\u00f5es ambientalmente corretas seriam os aterros sanit\u00e1rios e postos de compostagem industrial, ambos para a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s combust\u00edvel para diversos usos.<\/p>\n<p>No meio rural, uma solu\u00e7\u00e3o seria a utiliza\u00e7\u00e3o de biodigestores residenciais, usando, como mat\u00e9ria-prima, na decomposi\u00e7\u00e3o anaer\u00f3bica, res\u00edduos vegetais e estercos de animais dom\u00e9sticos, como gado, ovelha, caprinos e su\u00ednos, o que permitiria atender a ilumina\u00e7\u00e3o, o cozimento de alimentos e eventualmente o acionamento de equipamentos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do etanol, principalmente tendo como mat\u00e9ria-prima a cana-de-a\u00e7\u00facar, \u00e9 sem d\u00favida uma grande contribui\u00e7\u00e3o para o acionamento de ve\u00edculos. Como tamb\u00e9m o baga\u00e7o da cana para a queima em termel\u00e9tricas. Outros res\u00edduos, como casca de arroz, res\u00edduos madeireiros, etc, podem tamb\u00e9m ser \u201cqueimados\u201d em termel\u00e9tricas e produzir energia el\u00e9trica. As chamadas \u201cflorestas energ\u00e9ticas&#8221;, sem d\u00favida, podem e devem ter um papel importante em um modelo energ\u00e9tico sustent\u00e1vel. Sem esquecer a enorme variedade de plantas oleaginosas que produzem \u00f3leo vegetal, tamb\u00e9m conhecido como biodiesel.<\/p>\n<p>Logo, as op\u00e7\u00f5es que a biomassa oferece s\u00e3o in\u00fameras e diversificadas, cujo predom\u00ednio de um tipo ou outro depender\u00e1 da regi\u00e3o. No Nordeste, em particular, a planta\u00e7\u00e3o de cana sobressai em Pernambuco e Alagoas, cujos subprodutos s\u00e3o atrativos para produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Al\u00e9m de plantas e res\u00edduos org\u00e2nicos diversos encontrados em outros Estados e que se prestam a produ\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p><strong>AVC &#8211; <\/strong>O que podemos esperar, para o Brasil e para o Nordeste, em termos de tend\u00eancia para 2030, quanto ao uso da biomassa?<\/p>\n<p><strong>HSC &#8211; <\/strong>Sem d\u00favida \u00e9 essencial, e mesmo condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e suficiente para considerar o papel relevante que a biomassa possa ter, uma mudan\u00e7a no atual modelo de gest\u00e3o do setor energ\u00e9tico e el\u00e9trico. Ambos t\u00eam no Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) o papel de coordena\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas energ\u00e9ticas, juntamente com outros \u00f3rg\u00e3os que acabam gerando um emaranhado de dificuldades e participa\u00e7\u00e3o de lobistas junto \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do que fazer.<\/p>\n<p>As florestas energ\u00e9ticas, planta\u00e7\u00f5es voltadas para a utiliza\u00e7\u00e3o da madeira para queima e produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, t\u00eam sido estudadas pela Chesf (Companhia Hidrel\u00e9trica do S\u00e3o Francisco) h\u00e1 v\u00e1rios anos em territ\u00f3rio baiano e poderia ser mais uma das alternativas para de vez incorporar a biomassa em uma desejada matriz sustent\u00e1vel, colaborando para a desejada e pretendida descarboniza\u00e7\u00e3o da matriz brasileira, que tem no uso de termel\u00e9tricas a combust\u00edveis f\u00f3sseis, na constru\u00e7\u00e3o de mega hidrel\u00e9tricas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica e na constru\u00e7\u00e3o de usinas nucleares a base para a expans\u00e3o da oferta de energia el\u00e9trica para os pr\u00f3ximos anos, conforme definido pelas pol\u00edticas governamentais.<\/p>\n<p><strong>AVC &#8211; <\/strong>O Nordeste apresenta algum diferencial ou potencial em rela\u00e7\u00e3o ao restante do pa\u00eds?<\/p>\n<p><strong>HSC &#8211; <\/strong>Para alcan\u00e7ar uma matriz el\u00e9trica sustent\u00e1vel, o Nordeste tem um papel de relev\u00e2ncia. Al\u00e9m do Sol e ventos em abund\u00e2ncia, tem \u00e1reas que poderiam ser utilizadas no sentido de produ\u00e7\u00e3o de biomassa para fins el\u00e9tricos. Sem contar com o uso de dejetos urbanos, que, por meio da fermenta\u00e7\u00e3o anaer\u00f3bica, e de outras tecnologias dispon\u00edveis, pode produzir g\u00e1s para queima em motores veiculares e produ\u00e7\u00e3o el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Olhando pela \u00f3tica da diversidade de fontes energ\u00e9ticas renov\u00e1veis que o Pa\u00eds possui, a biomassa, o sol e o vento s\u00e3o fortes candidatos para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica t\u00e3o necess\u00e1ria em tempos de emerg\u00eancia clim\u00e1tica, em que as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa devem ser estancados.<\/p>\n<p><strong>AVC &#8211; <\/strong>Quem s\u00e3o os principais usu\u00e1rios dela atualmente? E quem s\u00e3o os potenciais usu\u00e1rios? O senhor consegue ver algum motivo para a n\u00e3o-ades\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>HSC &#8211; <\/strong>Atualmente, a biomassa para fins energ\u00e9ticos mais utilizada no Pa\u00eds \u00e9 a cana-de-a\u00e7\u00facar para a produ\u00e7\u00e3o do etanol, usado na mistura com gasolina, ou mesmo puro. O subproduto, que \u00e9 o baga\u00e7o da cana, \u00e9 tamb\u00e9m utilizado para fins alimentares de animais em per\u00edodos de escassez alimentar no Nordeste.<\/p>\n<p>Todavia, a queima para a produ\u00e7\u00e3o de vapor de processo e produ\u00e7\u00e3o de eletricidade s\u00e3o outros usos de grande relev\u00e2ncia. Outras plantas, como as oleaginosas podem e devem tamb\u00e9m ser utilizadas na extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo, conhecido como biodiesel. Ainda muito pouco se faz nesta dire\u00e7\u00e3o pela aus\u00eancia de decis\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p><strong>AVC &#8211; <\/strong>Existe alguma possibilidade de a biomassa ultrapassar outras fontes de energia? Ou, ao menos, essa ideia seria interessante?<\/p>\n<p><strong>HSC &#8211; <\/strong>A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 quem ser\u00e1 a fonte energ\u00e9tica mais importante. A dire\u00e7\u00e3o que devemos tomar \u00e9 de apoiar as fontes renov\u00e1veis e os modos de expans\u00e3o destas tecnologias que menos impactam o meio ambiente. Uma matriz el\u00e9trica sustent\u00e1vel ser\u00e1 alcan\u00e7ada aumentando a participa\u00e7\u00e3o da biomassa, da energia solar, da energia e\u00f3lica, e de outras fontes ainda pouco usadas em nosso Pa\u00eds, mas que tem grandes vantagens, como a for\u00e7a das \u00e1guas, como ondas, mar\u00e9s e correntes mar\u00edtimas. N\u00e3o podemos perder o bonde da hist\u00f3ria e n\u00e3o investir na pesquisa e estudos das fontes energ\u00e9ticas que os mares e oceanos oferecem, principalmente devido \u00e0 grande costa que o Brasil possui com o Oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p><strong>AVC &#8211; <\/strong>A biomassa seria, de fato, mais limpa que outras fontes renov\u00e1veis?<\/p>\n<p><strong>HSC &#8211; <\/strong>Um conceito que tem que ser desmistificado, pois \u00e9 falso, err\u00f4neo, \u00e9 o da energia limpa. <strong>N\u00e3o existe fonte limpa de energia<\/strong>. Devido ao uso de uma \u201cfonte limpa\u201d, \u201cfonte verde\u201d, tudo \u00e9 permitido, inclusive impactar as pessoas e o meio ambiente, indo, de fato, na contram\u00e3o do que se espera da fonte renov\u00e1vel, potencialmente importante pelo fato de a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa ser zerada quando se realiza o balan\u00e7o entre a produ\u00e7\u00e3o da biomassa e o seu consumo para fins energ\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Quando \u00e9 implantada a monocultura da cana-de-a\u00e7\u00facar para produ\u00e7\u00e3o do etanol e baga\u00e7o, por exemplo, s\u00e3o introduzidos v\u00e1rios aspectos negativos que acabam diminuindo as vantagens comparativas desta cultura. Tamb\u00e9m quando usamos uma tecnologia inadequada nesta atividade para a irriga\u00e7\u00e3o, o consumo de \u00e1gua dispara e a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica para acionamento dos motores sobem muito.<\/p>\n<p><strong>AVC &#8211; O que o senhor diria sobre o potencial dela em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras?<\/strong><\/p>\n<p><strong>HSC &#8211; <\/strong>O potencial da biomassa no Brasil \u00e9 subutilizado. Em fun\u00e7\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds nos tr\u00f3picos, contando com uma das maiores insola\u00e7\u00f5es do mundo (n\u00famero de horas de brilho solar), de terras agricult\u00e1veis, e \u00e1gua com grande disponibilidade (desde que o uso desta \u00e1gua seja racional). A\u00ed est\u00e3o os ingredientes necess\u00e1rios para um grande potencial da biomassa em contribuir para uma pol\u00edtica energ\u00e9tica inclusiva, democr\u00e1tica, justa e com controle social.<\/p>\n<p><strong>AVC &#8211; <\/strong>Existe possibilidade real de se conseguir utilizar res\u00edduos org\u00e2nicos como biomassa nas cidades?<\/p>\n<p><strong>HSC &#8211; <\/strong>Sem d\u00favida \u201colhar\u201d o lixo urbano n\u00e3o como um problema, mas como um atrativo social, econ\u00f4mico e ambiental, faz parte da primeira etapa na utiliza\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos org\u00e2nicos que inicialmente devem ser separados de outros materiais poss\u00edveis de serem reciclados e reutilizados.<\/p>\n<p>Conclu\u00edda a etapa da separa\u00e7\u00e3o, toda mat\u00e9ria org\u00e2nica advinda dos dejetos dom\u00e9sticos tem grande potencial de produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s em biodigestores industriais, com m\u00faltiplos usos, desde o acionamento de ve\u00edculos, a produ\u00e7\u00e3o de eletricidade, a refrigera\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 o munic\u00edpio de Nova Igua\u00e7u, no Rio de Janeiro, que instalou, em 2019, uma usina na Central de Tratamento de Res\u00edduos (CTR) local para gerar energia el\u00e9trica a partir do biog\u00e1s produzido pela decomposi\u00e7\u00e3o do lixo no aterro. Esse biog\u00e1s move 12 motores da unidade de gera\u00e7\u00e3o de energia e tem a capacidade de gerar, aproximadamente, 16,5 MW, podendo abastecer cerca de 65 mil resid\u00eancias com padr\u00e3o m\u00e9dio de consumo.<\/p>\n<p><strong>AVC &#8211; <\/strong>Qual a grande dificuldade, do ponto de vista de Estado, em conseguir discutir e trabalhar esse tema, que envolve duas grandes quest\u00f5es: energia e lixo?<\/p>\n<p><strong>HSC &#8211; <\/strong>Ao meu ver, a quest\u00e3o principal reside na decis\u00e3o pol\u00edtica, na ado\u00e7\u00e3o de tecnologias apropriadas, que, mais do que nada, garanta a sustentabilidade da opera\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o, e de toda outra mentalidade e conhecimento que dever\u00e3o prevalecer para que sejam adotadas decis\u00f5es que levem em conta a ci\u00eancia e as reais necessidades de produ\u00e7\u00e3o e consumo.<\/p>\n<p>Para que alcancemos a desejada e necess\u00e1ria matriz sustent\u00e1vel, \u00e9 preciso democratizar as quest\u00f5es que envolvam as decis\u00f5es em pol\u00edticas energ\u00e9ticas. Hoje, esta decis\u00e3o est\u00e1 a cargo do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica, \u00f3rg\u00e3o de assessoramento da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica composto, em sua ampla maioria, de ministros de Estado, sem a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Assim, os lobistas agem com maior facilidade e acabam impondo ao Pa\u00eds solu\u00e7\u00f5es que nada contribuem para a realidade que se imp\u00f5e que \u00e9 o enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A atual pol\u00edtica energ\u00e9tica tem como prioridade aumentar a constru\u00e7\u00e3o de usinas nucleares no Pa\u00eds. Este \u00e9 um exemplo de como o Brasil caminha na contram\u00e3o da grande maioria dos pa\u00edses que j\u00e1 abandonaram a tecnologia nuclear. Quanto \u00e0 quest\u00e3o do lixo produzido e utilizado, esta \u00e9 uma vergonha nacional, dentre tantas que o povo brasileiro carrega em seu processo civilizat\u00f3rio. Tecnologia existe, o que n\u00e3o existe s\u00e3o decis\u00f5es que transformem esta realidade dos lix\u00f5es localizados nas entradas e\/ou sa\u00eddas das pequenas, m\u00e9dias e grandes cidades.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|25px|30px|25px|false|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/GNR-Fortaleza.jpg&#8221; alt=&#8221;Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica&#8221; title_text=&#8221;GNR-Fortaleza&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-30px||-30px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||0px||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<p>GNR Fortaleza<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; header_3_font=&#8221;|600||on|||||&#8221; header_3_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_3_font_size=&#8221;16px&#8221; custom_margin=&#8221;||60px|||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22header_3_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<h2>A energia que vem do lixo<\/h2>\n<p>No Brasil, de acordo com a <a href=\"https:\/\/mapbiogas.cibiogas.org\/\">CIbiogas<\/a>, foram instaladas, entre 2003 e 2019, 670 usinas de biog\u00e1s com finalidades de aplica\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica variadas, 12 delas no Nordeste e cinco em Pernambuco. A \u00fanica que produz biometano &#8211; o g\u00e1s natural de origem renov\u00e1vel &#8211; na regi\u00e3o, \u00e9 a Ecometano, uma subsidi\u00e1ria do grupo MDC que mant\u00e9m uma usina no Cear\u00e1, a GNR Fortaleza.<\/p>\n<p>O trabalho consiste em produzir biog\u00e1s a partir da transforma\u00e7\u00e3o da biomassa do aterro sanit\u00e1rio, em condi\u00e7\u00f5es anaer\u00f3bicas, e depois purific\u00e1-lo para transform\u00e1-lo em biometano, que \u00e9 o g\u00e1s canalizado usado em edif\u00edcios, ind\u00fastrias, com\u00e9rcios, postos GNV, etc, diferente do GLP, o de botij\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor da GNR Fortaleza, Thales Motta, do volume que a regi\u00e3o metropolitana consome de g\u00e1s natural, vendido pela Petrobras, 15% vem do g\u00e1s extra\u00eddo de aterro sanit\u00e1rio pela GNR Fortaleza. \u201cEsses 15% que injetamos na rede \u00e9 um percentual muito grande. Em termos mundiais, em nenhuma outra experi\u00eancia se injeta tanto g\u00e1s renov\u00e1vel\u201d, conta ele, que acredita no grande potencial dessa fonte no Pa\u00eds. \u201cJ\u00e1 fizeram programa de incentivo \u00e0 energia solar, e\u00f3lica, mas falta uma pol\u00edtica integrada para incentivar o biometano, que hoje \u00e9 zero\u201d, observa.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/biomassa3.jpg&#8221; alt=&#8221;Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica&#8221; title_text=&#8221;biomassa3&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]Diretor da Kitambar, Antonio Marques, pr\u00f3ximo ao forno onde s\u00e3o queimadas as biomassas. Nas m\u00e3os, a telha produzida pela empresa, \u00e0 esquerda, retra\u00e7o de madeira com serragem, e \u00e0 direita um carrinho carregado de algaroba.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Pr\u00e1tica sustent\u00e1vel no Agreste pernambucano<\/h2>\n<p>Mesmo na contram\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel encontrar mostras que provam que decis\u00e3o, tecnologia, mentalidade e conhecimento existem, e apontam estar no caminho certo. \u00c9 o caso de empresas que, por conta pr\u00f3pria, buscam alternativas a usos \u201ctradicionais\u201d de energia. A f\u00e1brica de telhas Kitambar Artefatos e Cer\u00e2micas, localizada em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, por exemplo, trocou, em 2007, a biomassa n\u00e3o renov\u00e1vel por biomassa renov\u00e1vel, como serragem e lenha de algaroba. Desde ent\u00e3o, contribui para evitar o desmatamento de aproximadamente 400 mil m3 de lenha nativa da Caatinga. Esse n\u00famero \u00e9 cerca de 0,008% do bioma e, apesar de parecer pouco, \u00e9 bastante representativo quando multiplicado por dezenas, centenas de ind\u00fastrias desse e de outros ramos.<\/p>\n<p>A serragem \u00e9 adquirida de fornecedores que normalmente a descartariam por se tratar de um res\u00edduo decorrente das atividades deles, como, por exemplo, da fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis, o que gera uma receita extra para esses fornecedores que n\u00e3o possuem a venda de serragem como atividade principal. J\u00e1 no caso da lenha de algaroba, por ser uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica invasora, o corte da mesma \u00e9 permitido pelos \u00f3rg\u00e3os ambientais e, portanto, tamb\u00e9m \u00e9 adquirida por meio de fornecedores. Ambas s\u00e3o utilizadas como combust\u00edvel para os fornos na queima de artigos de cer\u00e2mica, como tijolos e telhas.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;854,849,850,855,856&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; auto=&#8221;on&#8221; auto_speed=&#8221;4000&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a feita pela empresa, que foi a primeira fornecedora de telhas da regi\u00e3o Nordeste a ganhar o certificado SocialCarbon, evitou, em 14 anos em meio, a emiss\u00e3o de 536.112 toneladas de CO<sub>2 <\/sub>equivalentes para a atmosfera e proporcionou ainda a gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono. Estes possibilitam, desde a implanta\u00e7\u00e3o do projeto, que a f\u00e1brica invista em melhorar a infraestrutura dela e adquirir novas tecnologias, o que gera, tamb\u00e9m, benef\u00edcios para a comunidade do entorno advindos de atividades socioambientais.<\/p>\n<p>Essa e outras pr\u00e1ticas socioambientais levaram a empresa a receber, por dois anos consecutivos, em 2014 e 2015, o Pr\u00eamio Sistema Fiepe (Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Pernambuco) de Sustentabilidade Ambiental, na categoria pequena empresa. Tamb\u00e9m em 2014 a Kitambar foi a \u00fanica empresa do Norte\/Nordeste que conseguiu vender cr\u00e9ditos de carbono \u00e0 Fifa na Copa do Mundo do Brasil.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor industrial da Kitambar, Ant\u00f4nio Marcos, tornar o processo mais sustent\u00e1vel demandou investimento, uma vez que o pre\u00e7o de biomassa renov\u00e1vel \u00e9 superior ao da lenha nativa, e que foi preciso gastar com aquisi\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de equipamentos que possibilitassem a alimenta\u00e7\u00e3o dos fornos com os novos materiais. \u201cTal aumento de investimento acaba sendo compensado com a receita advinda dos cr\u00e9ditos de carbono gerados pelo projeto\u201d, avalia Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/carolina.jpg&#8221; alt=&#8221;Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica&#8221; title_text=&#8221;carolina&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]Carolina Pendl Abinajm &#8211; analista t\u00e9cnica da Sustainable Carbon[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Para desenvolver esse trabalho, pioneiro nas duas regi\u00f5es, a Kitambar conta com a parceria da Sustainable Carbon, uma consultoria especializada e l\u00edder na Am\u00e9rica Latina no desenvolvimento de projetos de redu\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es e de solu\u00e7\u00f5es ligadas ao gerenciamento de Gases de Efeito Estufa (GEE). De acordo com a analista t\u00e9cnica da Sustainable Carbon, Carolina Pendl Abinajm, a empresa possui 42 projetos com uso de biomassa voltados para a gera\u00e7\u00e3o de energia t\u00e9rmica no pa\u00eds, sendo 12 deles no Nordeste e sete em Pernambuco.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|30px|30px|30px|false|true&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Pa\u00eds, a biomassa ocupa a segunda coloca\u00e7\u00e3o, em energia renov\u00e1vel, com quase 10% da matriz energ\u00e9tica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":861,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"project_category":[158],"project_tag":[],"class_list":["post-695","project","type-project","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","project_category-biomassa"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/695","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project"}],"about":[{"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/types\/project"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=695"}],"version-history":[{"count":32,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/695\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1011,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/695\/revisions\/1011"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media\/861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"project_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project_category?post=695"},{"taxonomy":"project_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project_tag?post=695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}