{"id":662,"date":"2021-11-21T19:05:56","date_gmt":"2021-11-21T22:05:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/?post_type=project&#038;p=662"},"modified":"2021-12-06T16:32:40","modified_gmt":"2021-12-06T19:32:40","slug":"ventos-do-nordeste-ja-produzem-mais-que-usina-belo-monte","status":"publish","type":"project","link":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/materias\/ventos-do-nordeste-ja-produzem-mais-que-usina-belo-monte\/","title":{"rendered":"Ventos do Nordeste j\u00e1 produzem<br>mais que usina Belo Monte"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF9jYXRlZ29yaWVzIiwic2V0dGluZ3MiOnsiYmVmb3JlIjoiIiwiYWZ0ZXIiOiIiLCJsaW5rX3RvX3Rlcm1fcGFnZSI6Im9mZiIsInNlcGFyYXRvciI6IiB8ICIsImNhdGVnb3J5X3R5cGUiOiJwcm9qZWN0X2NhdGVnb3J5In19@&#8221; subhead=&#8221;@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF90aXRsZSIsInNldHRpbmdzIjp7ImJlZm9yZSI6IiIsImFmdGVyIjoiIn19@&#8221; background_overlay_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.6)&#8221; content_max_width=&#8221;60%&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _dynamic_attributes=&#8221;background_image,title,subhead,content&#8221; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; title_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; title_font_size=&#8221;18px&#8221; content_font=&#8221;|600|||||||&#8221; content_font_size=&#8221;18px&#8221; subhead_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; subhead_font_size=&#8221;38px&#8221; subhead_line_height=&#8221;1.1em&#8221; background_image=&#8221;@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF9mZWF0dXJlZF9pbWFnZSIsInNldHRpbmdzIjp7fX0=@&#8221; parallax=&#8221;on&#8221; custom_padding=&#8221;15vh||15vh||true|false&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; custom_css_title=&#8221;color: #759e29 !important;||background-color: #000;||display: inline;||padding: 2px 7px;&#8221; custom_css_subtitle=&#8221;margin-top:15px;||margin-bottom:15px;&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22title_text_color%22%93}&#8221; content_max_width_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; content_max_width_tablet=&#8221;100%&#8221; content_max_width_phone=&#8221;100%&#8221;]@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF9leGNlcnB0Iiwic2V0dGluZ3MiOnsiYmVmb3JlIjoiIiwiYWZ0ZXIiOiIiLCJ3b3JkcyI6IiIsInJlYWRfbW9yZV9sYWJlbCI6IiJ9fQ==@[\/et_pb_fullwidth_header][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;30px|25px|30px|25px|true|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font=&#8221;|600|||||||&#8221; header_4_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font_size=&#8221;20px&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;40px||||false|true&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22text_text_color%22,%22header_4_text_color%22%93}&#8221; locked=&#8221;off&#8221; disabled_on=&#8221;off|off|on&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<h4>Clediv\u00e2nia Pereira<br \/>e Mirella Lopes<\/h4>\n<p><em>Ag\u00eancia Saiba Mais<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>No Brasil, o vento faz a curva no Nordeste e, literalmente, transforma essa for\u00e7a em energia. A regi\u00e3o foi a primeira a instalar um parque de energia e\u00f3lica no Pa\u00eds, em 2006, e de l\u00e1 pra c\u00e1 catapultou a participa\u00e7\u00e3o dessa matriz energ\u00e9tica no Brasil. Em 15 anos, os ventiladores gigantes que alteraram a paisagem de cidades de 12 estados que d\u00e3o endere\u00e7o aos 726 parques instalados no Pa\u00eds j\u00e1 produzem 10,6% de toda a energia gerada no Brasil.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros de junho de 2021, da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) e da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (Abee\u00f3lica), os estados da regi\u00e3o Nordeste s\u00e3o respons\u00e1veis por quase 80% da produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica do Pa\u00eds. Hoje, ainda \u00e9 o Rio Grande do Norte que possui a maior produ\u00e7\u00e3o &#8211; 5.574,8 MW. O Estado possui 191 parques instalados com 2.444 aerogeradores. Mas essa lideran\u00e7a nacional deve passar para a Bahia, que j\u00e1 produz 5.267,8 MW em 201 parques e 2.261 aerogeradores.<\/p>\n<p>Dos nove estados do Nordeste, oito possuem produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica. Apenas Alagoas n\u00e3o aparece no mapa da gera\u00e7\u00e3o dessa matriz energ\u00e9tica. Juntos, t\u00eam capacidade instalada de mais de 14.000 MW.<\/p>\n<p>Para se ter ideia do tamanho e import\u00e2ncia dessa produ\u00e7\u00e3o, os parques e\u00f3licos do Nordeste juntos t\u00eam mais capacidade instalada de gera\u00e7\u00e3o de energia que a Usina Belo Monte &#8211; a segunda maior do Brasil (fica atr\u00e1s apenas da Itaipu) e uma das maiores do mundo. A capacidade instalada da Usina Belo Monte \u00e9 de pouco mais de 11.200 MW.<\/p>\n<p>E a expans\u00e3o nacional da participa\u00e7\u00e3o das e\u00f3licas na matriz energ\u00e9tica n\u00e3o deve parar. Se entre 2011 e 2019 foram investidos, na matriz, aproximadamente R$ 187 bilh\u00f5es, segundo dados da Bloomberg New Energy Finance, outros R$ 72 bilh\u00f5es est\u00e3o esperados at\u00e9 2029. E a maior parte desses recursos ser\u00e3o direcionados para parques projetados para o Nordeste. \u00c9, definitivamente, o tipo de energia que mais cresce e de forma mais acelerada no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>As e\u00f3licas tamb\u00e9m s\u00e3o apontadas como a matriz mais barata para enfrentar as, cada vez mais presentes, <a href=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/project\/renovaveis-mostram-caminhos-para-superar-crise-energetica\/\">crises energ\u00e9ticas no Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Expans\u00e3o para o mar com<br \/>investimentos da Europa<\/h2>\n<p>Al\u00e9m da sequ\u00eancia dos parques instalados em terra nos \u00faltimos anos, o Rio Grande do Norte tamb\u00e9m fechou um acordo, em novembro deste ano, com a empresa Copenhagen Infrastructure Partners, maior fundo de investimentos em energias renov\u00e1veis no mundo, para a implanta\u00e7\u00e3o de infraestrutura capaz de gerar mais 1,8 GW na produ\u00e7\u00e3o de energia offshore (com turbinas instaladas no mar).<\/p>\n<p>Estudos do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)\/RN e de outros centros de pesquisa apontam que o Nordeste e o RN t\u00eam melhor capacidade de ventos e energia solar. \u201cDiferentemente da Europa, onde h\u00e1 rajadas, aqui os ventos s\u00e3o mais constantes e mesmo quando eles diminuem, h\u00e1 forte incid\u00eancia do sol. A implanta\u00e7\u00e3o de parques offshore tende a crescer e deve passar dos 120 quilowatts. O mar aqui tamb\u00e9m \u00e9 mais calmo, raso e tamb\u00e9m tem ventos constantes\u201d, explica Emerson Batista, diretor regional do Senai de Senai\/ RN.<\/p>\n<p>O Rio Grande do Norte caminha para ser o primeiro Estado do Pa\u00eds a ter produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica offshore (no mar). Em setembro de 2021, a governadora F\u00e1tima Bezerra assinou acordo com a Internacional Energias Renov\u00e1veis (IER) para desenvolver e implementar projetos de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica offshore e produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio verde.<\/p>\n<p>A IER \u00e9 uma empresa potiguar de consultoria e projetos em energias renov\u00e1veis com mais de 2GW de projetos desenvolvidos no Nordeste. Em 2020, iniciou pesquisa relativa \u00e0 energia e\u00f3lica offshore, associada \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio verde, no litoral setentrional do RN. O Complexo E\u00f3lico Offshore Ventos Potiguar prev\u00ea instala\u00e7\u00e3o de cinco usinas com capacidade de 2,7 gigawatts, 207 geradores, no mar localizado entre os munic\u00edpios de Pedra Grande e S\u00e3o Bento do Norte.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos dando passos firmes para consolidar o primeiro parque de produ\u00e7\u00e3o de energia no mar do Brasil&#8221;, afirmou a governadora F\u00e1tima Bezerra ao assinar o acordo. Em novembro deste ano, ela esteve na Dinamarca para firmar coopera\u00e7\u00e3o com objetivo de trocar conhecimento, experi\u00eancias, dados e boas pr\u00e1ticas relevantes para o desenvolvimento de energia e\u00f3lica offshore.<\/p>\n<p>A Dinamarca tem desenvolvido tecnologia para gera\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica offshore em larga escala. O RN aposta na matriz el\u00e9trica composta por 87% de fontes renov\u00e1veis e um potencial ainda n\u00e3o explorado de gera\u00e7\u00e3o de energia no mar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Rio Grande do Norte, pelo menos outros tr\u00eas estados do Brasil j\u00e1 se movimentam para concretizar projetos no mar: Cear\u00e1, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.<\/p>\n<h2>Ind\u00fastria de ventos muda paisagem e economia dos estados<\/h2>\n<p>No Rio Grande do Norte, entre 2019 e 2021, a procura por cursos de qualifica\u00e7\u00e3o em energia e\u00f3lica e fotovoltaica (solar) cresceu 170% no Senai, segundo Emerson Batista, diretor regional do Senai no Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, duas vertentes puxam a qualifica\u00e7\u00e3o: a de vestu\u00e1rio e energia e\u00f3lica e fotovoltaica. Os cursos variam de tr\u00eas a seis meses, a depender do que a pessoa tiver interesse. Um curso de eletrot\u00e9cnica, que \u00e9 mais completo, dura cerca de 18 meses. No caso dos cursos t\u00e9cnicos, exigimos Ensino Fundamental completo, j\u00e1 os de qualifica\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento h\u00e1 uma varia\u00e7\u00e3o, alguns pedem Fundamental, outros, M\u00e9dio ou Superior\u201d, detalha.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 dados sobre o n\u00famero de pessoas empregadas no setor. A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econ\u00f4mico estima a cria\u00e7\u00e3o 4 mil novos postos de trabalho na constru\u00e7\u00e3o dos parques e\u00f3licos at\u00e9 2022 no Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p>Segundo Emerson Batista, diretor regional do Senai\/ RN, levantamento feito pelos cursos, 90% das empresas buscam pessoas com forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, que vai desde a forma\u00e7\u00e3o at\u00e9 a coloca\u00e7\u00e3o da m\u00e3o na massa, al\u00e9m dos engenheiros, que fazem mais um trabalho de acompanhamento. &#8220;A demanda na qualifica\u00e7\u00e3o cresceu vertiginosamente nos \u00faltimos dois anos, algo em torno de 170%. Al\u00e9m de sermos os maiores produtores de energia, a ABEE\u00f3lica tamb\u00e9m aponta que seremos o Estado que vai receber mais investimentos nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Ele usa dados da Abee\u00f3lica que estima que para cada megawatt instalado, s\u00e3o gerados cerca de 15 empregos, seja diretamente na energia e\u00f3lica, ou indiretamente, com restaurantes e pousadas e &#8220;principalmente, na manuten\u00e7\u00e3o e continuidade dos parques que \u00e9 respons\u00e1vel por 854% dos empregos&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor regional do Senai no Rio Grande do Norte, a m\u00e9dia salarial no setor de e\u00f3lica gira em torno dos R$ 6 mil, enquanto na ind\u00fastria local esse valor fica nos R$ 2,5 mil. Atualmente, a maior parte dos equipamentos necess\u00e1rios para a instala\u00e7\u00e3o de um parque de energia e\u00f3lica, como as h\u00e9lices e turbinas, \u00e9 importada.<\/p>\n<p>\u201cA instala\u00e7\u00e3o \u00e9 fase que usa mais m\u00e3o de obra, mas a maior riqueza \u00e9 a que fica no seu entorno [do parque]. O RN ainda n\u00e3o produz os equipamentos dos grandes geradores, mas toda manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 feita aqui. Aqui no CT G\u00e1s n\u00f3s formamos essa m\u00e3o de obra que atua em todo o Brasil. N\u00e3o \u00e9 raro recebermos alunos de outros estados ou nossos alunos sa\u00edrem para atuar fora. A maioria dos insumos \u00e9 importada, mas h\u00e1 nacionaliza\u00e7\u00e3o de algumas pe\u00e7as. Os fabricantes s\u00e3o dos Estados Unidos, Europa e China. H\u00e1 multinacionais estudando implanta\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas no Brasil com contatos iniciais no CE e RN, mas isso envolve tamb\u00e9m o aspecto pol\u00edtico pela quest\u00e3o dos impostos\u201d, avalia Emerson Batista.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font=&#8221;|600|||||||&#8221; header_4_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font_size=&#8221;20px&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;40px|30px|40px|30px|true|true&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22text_text_color%22,%22header_4_text_color%22%93}&#8221; disabled_on=&#8221;on|on|off&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<h4>Clediv\u00e2nia Pereira<br \/>e Mirella Lopes<\/h4>\n<p><em>Ag\u00eancia Saiba Mais<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/infografico-eolicas.jpg&#8221; title_text=&#8221;infografico-eolicas&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22text_text_color%22,%22header_4_text_color%22%93}&#8221;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|25px|30px|25px|false|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/eduardo.jpg&#8221; alt=&#8221;Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica&#8221; title_text=&#8221;Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica | Foto: Arquivo Pessoal[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Eduardo Matos se formou em engenharia el\u00e9trica e atualmente ocupa o cargo de superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica na Chesf (Companhia Hidrel\u00e9trica do S\u00e3o Francisco). Ele j\u00e1 est\u00e1 na empresa h\u00e1 25 anos, sendo cinco no setor de telefonia e 20 no de energia.<\/p>\n<p>A Chesf \u00e9 a maior empresa do Brasil em termos de capacidade instalada e quantidade de linhas de transmiss\u00e3o, com atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0 Eletrobras. De olho no mercado de energia e\u00f3lica, ele teve a iniciativa de se especializar no setor em 2019. Apesar de Trabalhar em Recife (PE), fez toda a especializa\u00e7\u00e3o no CT G\u00e1s, em Natal (RN).<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea trabalha no setor de energia hidrel\u00e9trica, quando despertou para o potencial da energia e\u00f3lica?<\/strong><br \/>Notei o potencial na \u00e1rea com a publica\u00e7\u00e3o da \u2018Carta dos Ventos\u2019*, ainda no ano de 2008. O Rio Grande do Norte \u00e9 o maior em termos de pot\u00eancia instalada e vendo essas oportunidades aqui na minha regi\u00e3o, como no RN, Bahia e Cear\u00e1, que s\u00e3o os tr\u00eas primeiros com maior potencial, eu pensei: essa \u00e9 uma oportunidade que n\u00e3o posso perder. Tem um centro de excel\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra a 150 quil\u00f4metros da minha casa! Foi uma iniciativa minha. Trabalhava normalmente de forma presencial em Recife na semana e fazia o curso nos fins de semana. Apesar de majoritariamente, gerar energia por meio de hidrel\u00e9tricas, a Chesf j\u00e1 tem parques de energia e\u00f3lica no Nordeste.<\/p>\n<p><em>* A Carta dos Ventos foi criada em 2008, pelo F\u00f3rum Nacional E\u00f3lic,o com o objetivo de definir diretrizes e desenvolver programas de incentivo econ\u00f4mico, fiscal e regulat\u00f3rio para esse mercado.<\/em><\/p>\n<p><strong>Essa especializa\u00e7\u00e3o se refletiu em ganhos financeiros?<\/strong><br \/>Ainda n\u00e3o porque a empresa precisa de mim no setor de transmiss\u00e3o, mas n\u00e3o tenho d\u00favida que isso vai acontecer. Hoje, j\u00e1 consigo transitar nos diferentes setores entre el\u00e9trica e e\u00f3lica. Atuei implantando sistemas de transmiss\u00e3o para conectar os parques e\u00f3licos ao sistema el\u00e9trico. Ainda n\u00e3o resultou em maiores ganhos porque tamb\u00e9m n\u00e3o precisei ir atr\u00e1s, mas estou tranquilo que esse conjunto de conhecimentos vai me colocar numa posi\u00e7\u00e3o melhor quando eu precisar.<\/p>\n<p><strong>Como observa as oportunidades de emprego no setor?<\/strong><br \/>H\u00e1 oportunidade de trabalho nas diversas posi\u00e7\u00f5es, seja no projeto, na implanta\u00e7\u00e3o, opera\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um centro de opera\u00e7\u00e3o da Voltalia* perto de Mossor\u00f3. Isso representa gera\u00e7\u00e3o de emprego para gente qualificada em toda cadeia produtiva.<\/p>\n<p><em>*Empresa com sede na Fran\u00e7a que desenvolve projetos nos setores de energia solar, e\u00f3lica, h\u00eddrica, biomassa e armazenamento, al\u00e9m de prestar servi\u00e7os a outros clientes no desenvolvimento das diferentes fases de projetos do ramo de energias renov\u00e1veis.<\/em><\/p>\n<p><strong>Est\u00e1 satisfeito com o que ganha hoje?<\/strong><br \/>A remunera\u00e7\u00e3o no setor ainda fica acima do que \u00e9 pago em m\u00e9dia na regi\u00e3o. Al\u00e9m disso, tem tamb\u00e9m a quest\u00e3o dos benef\u00edcios como aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o, plano de sa\u00fade que, para a regi\u00e3o, est\u00e1 melhor do que a m\u00e9dia. Infelizmente, \u00e9 uma regi\u00e3o que sofre muito com a sazonalidade econ\u00f4mica, mas o setor energ\u00e9tico tem a robustez de ser mais resistente a crises.<\/p>\n<p><strong>A pandemia chegou a afetar seu emprego?<\/strong><br \/>Se voc\u00ea pega uma pessoa que trabalha no setor energ\u00e9tico e uma que atua no com\u00e9rcio, por exemplo, na hora em que uma pandemia vem e fecha postos de trabalho, ela n\u00e3o afeta o emprego do colega que est\u00e1 no setor energ\u00e9tico ou el\u00e9trico. Voc\u00ea fecha uma loja, mas n\u00e3o deixa de gerar energia. O varejo est\u00e1 mais sujeito ao poder aquisitivo das pessoas, mas a produ\u00e7\u00e3o de energia n\u00e3o sofre tanto com essa varia\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|25px|30px|25px|false|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/juliette.jpg&#8221; alt=&#8221;Juliete Oliveira, engenheira eletricista e coordenadora t\u00e9cnica da Conectrom&#8221; title_text=&#8221;Juliete Oliveira, engenheira eletricista e coordenadora t\u00e9cnica da Conectrom&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]Juliete Oliveira, engenheira eletricista e coordenadora t\u00e9cnica da Conectrom | Foto: Arquivo Pessoal[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Juliete Oliveira \u00e9 engenheira eletricista com forma\u00e7\u00e3o pelo Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Ela tamb\u00e9m \u00e9 t\u00e9cnica em mec\u00e2nica e em eletrot\u00e9cnica, com especializa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pelo CT G\u00e1s de Natal (RN). Antes de ser coordenadora t\u00e9cnica, atuava no setor comercial da Conectrom, empresa potiguar especializada em redes de telecomunica\u00e7\u00f5es, fibra \u00f3tica, cabeamento estruturado, enlaces de r\u00e1dios, assist\u00eancia t\u00e9cnica em equipamentos, al\u00e9m de oferecer consultorias para utiliza\u00e7\u00e3o de recursos de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quando se interessou pelo ramo de energia e\u00f3lica?<\/strong><br \/>Sou engenheira eletricista e trabalho desde 2015 em uma empresa do segmento, a Conectrom. Inicialmente faz\u00edamos o escopo de aterramento dos aero geradores nos parques e\u00f3licos e, mais recentemente, estamos executando as redes coletoras e \u00f3pticas at\u00e9 a subesta\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 um avan\u00e7o porque os contratos sa\u00edram da casa de 500k para 15 ou 20 milh\u00f5es. O interesse sempre foi de crescimento profissional e de ajudar a empresa a se estabelecer nesse mercado.<\/p>\n<p><strong>Foi dif\u00edcil conseguir um emprego?<\/strong><br \/>N\u00e3o porque eu j\u00e1 estava trabalhando na empresa na qual atuo no momento. Mas, pelo meu conhecimento de mercado e com as devidas qualifica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o falta emprego na e\u00f3lica.<\/p>\n<p><strong>Qual a expectativa que tem em rela\u00e7\u00e3o ao mercado?<\/strong><br \/>A expectativa \u00e9 que o mercado de e\u00f3lica continue em franca expans\u00e3o, pelo menos pelos pr\u00f3ximos 10 anos e continuem surgindo oportunidades e gera\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios. Os sal\u00e1rios s\u00e3o bem maiores em obras no setor e\u00f3lico. Semelhante ao petr\u00f3leo, que \u00e9 reconhecido pela exig\u00eancia e maiores sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;30px|25px|30px|25px|true|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Impactos ambiental e social<\/h2>\n<p>Passados 15 anos da instala\u00e7\u00e3o do primeiro parque e\u00f3lico no Pa\u00eds e superada a euforia que traduzia quase que como sin\u00f4nimos as express\u00f5es &#8220;energia e\u00f3lica&#8221; a &#8220;energia limpa&#8221;, as sujeiras sociais e de falsas promessas no mercado profissional parecem j\u00e1 se acumular em &#8220;lix\u00f5es&#8221; de narrativas econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas as paisagens que t\u00eam mudado nos \u00faltimos anos em muitas cidades do Rio Grande do Norte. A constru\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos tem mobilizado n\u00e3o s\u00f3 empresas, investidores e trabalhadores, mas tamb\u00e9m pesquisadores e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que deixam no ar quest\u00f5es relacionadas aos impactos ambientais e sociais resultantes da instala\u00e7\u00e3o dos parques.<\/p>\n<p>A soci\u00f3loga Zoraide Pessoa, doutora em Ambiente e Sociedade e professora do Departamento de Pol\u00edticas P\u00fablicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estuda o impacto dessa nova cadeia produtiva no Nordeste &#8211; mais especificamente no RN. Ela coordena o laborat\u00f3rio Sociedades, Ambientes e Territ\u00f3rios que tem como foco estudar as quest\u00f5es socioambientais contempor\u00e2neas e pensar alternativas do ponto de vista cr\u00edtico e propor pol\u00edticas p\u00fablicas que possam melhorar a articula\u00e7\u00e3o social nesses novos ambientes.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/zoraide2.jpg&#8221; alt=&#8221;Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica&#8221; title_text=&#8221;zoraide2&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]Soci\u00f3loga Zoraide Pessoa, doutora em ambiente e sociedade e professora do Departamento de Pol\u00edticas P\u00fablicas da UFRN[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>H\u00e1 10 anos ela se debru\u00e7a sobre esse novo ambiente criado a partir das energias renov\u00e1veis e tem dois olhares. O primeiro \u00e9 reconhecer a import\u00e2ncia que \u00e9 pensar novas alternativas energ\u00e9ticas, que incluem a energia e\u00f3lica. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas que a gente precisa mudar a nossa depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis&#8221;.<\/p>\n<p>O segundo ponto que, tamb\u00e9m \u00e9 reconhecido, \u00e9 que, assim como as formas mais tradicionais de produ\u00e7\u00e3o de energia, a cadeia das novas energias renov\u00e1veis n\u00e3o \u00e9 limpa nem ambientalmente correta. &#8220;E a\u00ed \u00e9 que est\u00e1 o n\u00f3. Cria-se novas energias, mas n\u00e3o se muda a concep\u00e7\u00e3o desses empreendimentos. E gera uma s\u00e9rie de impactos multidimensionais. Cria-se um b\u00f4nus de energia renov\u00e1vel de energia limpa, mas o processo n\u00e3o \u00e9 limpo&#8221;, ressalta a pesquisadora.<\/p>\n<p>De acordo com os estudos j\u00e1 desenvolvidos na \u00e1rea, essa produ\u00e7\u00e3o vem acarretando uma s\u00e9rie de impactos nas regi\u00f5es em que s\u00e3o implantados, nos ecossistemas onde est\u00e3o se instalando.<\/p>\n<p>Em 2017, Zoraide Pessoa orientou a disserta\u00e7\u00e3o de Moema Hofstaetter, na \u00e1rea de Ambiente e Sociedade que foi tida como pioneira no estudo dos impactos da energia e\u00f3lica no Nordeste. O trabalho chegou a receber pr\u00eamio nacional de disserta\u00e7\u00e3o e conseguiu mapear os impactos ambientais e sociais que os parques e\u00f3licos estavam causando no Rio Grande do Norte. &#8220;Conseguimos mostrar as mudan\u00e7as que esse processo trazia e a inoper\u00e2ncia da gest\u00e3o p\u00fablica. O poder p\u00fablico atrai esses investimentos, mas n\u00e3o cria condi\u00e7\u00f5es log\u00edsticas para controlar esses impactos&#8221;.<\/p>\n<p>Zoraide Pessoa ressalta que os estudos n\u00e3o querem barrar a vinda desses investimentos. Mas defende que essa produ\u00e7\u00e3o chegue dentro de uma cadeia sustent\u00e1vel. H\u00e1 impactos ambientais (como desmatamento e instala\u00e7\u00f5es em ecossistemas fr\u00e1geis); na paisagem; e os impactos sociais (cria\u00e7\u00e3o de empregos sazonais &#8211; apenas na instala\u00e7\u00e3o dos parques). H\u00e1 tamb\u00e9m a quest\u00e3o de conflitos pois muitos dos parques est\u00e3o em \u00e1reas de assentamentos o que altera a din\u00e2mica da produ\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil chegar nessas \u00e1reas para investigar, at\u00e9 por uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a pessoal do pesquisador&#8221;, ressalta a professora, lembrando que alguns parques, inclusive, est\u00e3o instalados em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o ambiental (com coniv\u00eancia do poder p\u00fablico).<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>&#8220;Empregabilidade \u00e9 fal\u00e1cia&#8221;, denuncia pesquisadora<\/h2>\n<div id=\"attachment_679\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-679\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/moema-300x225.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" alt=\"Moema Hofstaetter, doutora em Turismo e Desenvolvimento e integra o grupo de pesquisas do Laborat\u00f3rio Interdisciplinar Sociedades Ambientais e Territ\u00f3rios (LISAT) da UFRN\" class=\"wp-image-679 size-medium\" \/><p id=\"caption-attachment-679\" class=\"wp-caption-text\">Moema Hofstaetter, doutora em Turismo e Desenvolvimento e integra o grupo de pesquisas do Laborat\u00f3rio Interdisciplinar Sociedades Ambientais e Territ\u00f3rios (LISAT) da UFRN<\/p><\/div>\n<p>A pesquisadora Moema Hofstaetter hoje \u00e9 doutora em Turismo e Desenvolvimento e integra o grupo de pesquisas do Laborat\u00f3rio Interdisciplinar Sociedades Ambientais e Territ\u00f3rios (LISAT) da UFRN. Ela deu andamento \u00e0s pesquisas e \u00e9 veemente: o discurso da empregabilidade no setor n\u00e3o passa de \u201cfal\u00e1cia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros! Esse \u00e9 um problema, ningu\u00e9m consegue. Enquanto universidade, j\u00e1 solicitei, conversamos com empresas, pedimos dados, mas eles n\u00e3o aparecem. Na tese de doutorado, ela usou os dados atualizados da Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios] e da Rais [Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais] com n\u00famero de contratados e demitidos no setor de energia que, ali\u00e1s, tem saldo negativo. &#8220;H\u00e1 n\u00famero de contratados no Brasil, no Nordeste, no Rio Grande do Norte, por idade, sexo, por tipo de forma\u00e7\u00e3o&#8230; voc\u00ea pode fazer o recorte que quiser, mas apenas no geral do setor de energia, n\u00e3o por fonte. Com isso, n\u00e3o conseguimos enxergar o que \u00e9 o setor hidrel\u00e9trico, e\u00f3lico, de petr\u00f3leo&#8230; est\u00e1 tudo misturado&#8221;, argumenta, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Saiba Mais.<\/p>\n<p>A pesquisadora defende que os estudos apontam que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 interesse que esses n\u00fameros venham \u00e0 tona, porque eles n\u00e3o s\u00e3o positivos. Esse discurso de emprego \u00e9 mentiroso porque o trabalho gerado \u00e9 prec\u00e1rio, sazonal e de baixa remunera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o resolve a quest\u00e3o da pobreza, n\u00e3o gera desenvolvimento, ele \u00e9 pontual\u201d, critica Moema Hofstaetter.<\/p>\n<p>No entanto, a pesquisadora lembra que o setor de energia e\u00f3lica faz parte do que os pesquisadores chamam de \u201crevolu\u00e7\u00e3o no mundo do trabalho\u201d, sistema no qual prevalece o emprego de pouca m\u00e3o de obra, com o uso de muita tecnologia para substituir o trabalho que seria executado pelo ser humano h\u00e1 alguns anos, o que resulta em baixa empregabilidade.<\/p>\n<p>\u201cOs empregos locais duram de seis a 18 meses. \u00c9 o tempo para retirada da vegeta\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o das estradas e carregamento dos equipamentos para os canteiros de obra. A energia e\u00f3lica est\u00e1 dentro dessa nova revolu\u00e7\u00e3o do mundo do trabalho em que os empregos n\u00e3o acontecem mais no local, mas a partir de uma sala de computadores de onde se faz o monitoramento de tudo isso. Por exemplo, em S\u00e3o Miguel do Gostoso, perto do assentamento Maria Aparecida, tem uma estrutura de uma empresa com um t\u00e9cnico que serve a todos os parques da regi\u00e3o. Se na Europa o computador avisa que uma torre parou de funcionar, e eles ficam sabendo antes do t\u00e9cnico aqui, essa pessoa \u00e9 deslocada para resolver o problema. \u00c9 pouqu\u00edssima m\u00e3o de obra, ainda tem uma psic\u00f3loga, uma assistente social, um vigia e uma respons\u00e1vel por servi\u00e7os gerais\u201d, aponta Moema Hofstaetter.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Conflitos empurraram investimentos para o mar<\/h2>\n<p>A professora Moema Hofstaetter aponta que n\u00e3o se justificativa a constru\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos offshore, ou seja, no mar. Uma decis\u00e3o que seria agravada pela falta de estudos de impacto ambiental. Ela lembra que n\u00e3o existe parque e\u00f3lico offshore abaixo da linha do Equador. &#8220;Todos os que existem est\u00e3o acima, na Holanda, Irlanda, Finl\u00e2ndia, Su\u00e9cia, pa\u00edses para os quais se justifica a gera\u00e7\u00e3o de energia pelo mar porque s\u00e3o locais com pouca terra e eles precisam da terra para produzir alimentos. No caso do Brasil, n\u00e3o tem essa justificativa&#8221;.<\/p>\n<p>Ela acredita que esses parques offshore est\u00e3o sendo constru\u00eddos para evitar conflitos com as comunidades. \u201c\u00c9 mais f\u00e1cil construir um parque e\u00f3lico no mar, porque quando voc\u00ea est\u00e1 num territ\u00f3rio, acaba tendo que enfrentar conflitos, os mesmos que temos denunciado aqui. Se voc\u00ea conversar com qualquer pessoa que acompanha esse debate na Europa, eles afirmam que l\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o aceita a forma com que os parques e\u00f3licos est\u00e3o sendo implementados aqui [no RN], porque l\u00e1 as pessoas t\u00eam uma consci\u00eancia muito maior\u201d, argumenta Moema Hofstaetter.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltam apenas estudos de impacto ambiental. Na verdade, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 pesquisas de impacto na sa\u00fade humana no caso dos parques instalados em terra. Recentemente, no \u00faltimo dia 8 de novembro, o jornal The Guardian noticiou a senten\u00e7a de um tribunal franc\u00eas que reconheceu a \u201cs\u00edndrome da turbina\u201d depois que um casal reclamou que sua sa\u00fade foi prejudicada por morar perto de um parque e\u00f3lico.<\/p>\n<p>Ao todo, seis turbinas e\u00f3licas foram instaladas, em 2008, a 700 metros da resid\u00eancia do casal, em Fontrieu, no Tarn, sul da Fran\u00e7a. Eles notaram os problemas de sa\u00fade cinco anos depois da instala\u00e7\u00e3o das turbinas e agora foram indenizados em mais de \u20ac 100.000. A decis\u00e3o \u00e9 a primeira senten\u00e7a desse tipo na Fran\u00e7a e est\u00e1 entre as pioneiras no mundo.<\/p>\n<p>\u201cIsso abre um precedente. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de implanta\u00e7\u00e3o de offshore. Entendo que em raz\u00e3o da nossa plataforma mar\u00edtima ser bastante rasa, o que acaba sendo menos custoso do que na Europa e pa\u00edses n\u00f3rdicos que possuem mares mais profundos, muitas empresas est\u00e3o de olho no Rio Grande do Norte e Cear\u00e1. Mas, h\u00e1 a quest\u00e3o do cabeamento, do campo eletromagn\u00e9tico, das aves e popula\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas. H\u00e1 um vazio de estudos, n\u00e3o sabemos de fato o que pode acontecer&#8221;, ressalta a pesquisadora.<\/p>\n<h2>Problemas sociais s\u00e3o subdimensionados<\/h2>\n<p>Filhos dos ventos. \u00c9 como t\u00eam sido chamados os filhos de t\u00e9cnicos dos parques de energia e\u00f3lica que passam de cidade em cidade, para prestar servi\u00e7o \u00e0 empresa, e acabam engravidando mulheres desses munic\u00edpios. O problema \u00e9 que eles v\u00e3o embora sem assumir a paternidade. Esse \u00e9 um dos pontos de dimens\u00e3o social ignorados pela empresa, pelo funcion\u00e1rio e pelos gestores.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o adianta a empresa dizer: \u2018Ah, n\u00f3s fazemos um cursinho para nossos funcion\u00e1rios dizendo que eles t\u00eam que respeitar as mulheres do munic\u00edpio porque eles est\u00e3o s\u00f3 de passagem\u2019. A pesquisadora defende que as empresas precisam ser responsabilizadas por essa quest\u00e3o social, j\u00e1 que &#8220;a pessoa passa a viver no munic\u00edpio em fun\u00e7\u00e3o do trabalho&#8221;.<\/p>\n<p>Outro agravante, na avalia\u00e7\u00e3o da professora da UFRN, \u00e9 a poss\u00edvel perda de cobertura social, que no caso do Bolsa Fam\u00edlia era pago \u00e0s mulheres, com o surgimento de empregos tempor\u00e1rios nos parques e\u00f3licos. Na pr\u00e1tica, com a entrada de renda nas fam\u00edlias pobres, elas deixam de ser assistidas pelos programas de assist\u00eancia social dos governos. No entanto, em alguns meses essa fam\u00edlia perde n\u00e3o s\u00f3 o emprego, mas toda a cobertura social que possu\u00eda antes.<\/p>\n<p>\u201cA partir do momento em que o marido dessa mulher trabalha para uma empresa de energia e\u00f3lica e ele tem seu um sal\u00e1rio m\u00ednimo registrado em carteira, aumenta-se a renda dessa fam\u00edlia e t\u00eam ocorrido que muitas mulheres deixam de receber o Bolsa Fam\u00edlia. Acontece que dali a seis meses a empresa demite essa pessoa e o homem est\u00e1 desempregado novamente, mas a mulher n\u00e3o tem mais o Bolsa Fam\u00edlia. N\u00e3o existe uma responsabilidade, pondera Moema.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, o vento faz a curva no Nordeste e, literalmente, transforma essa for\u00e7a em energia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":471,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"project_category":[154],"project_tag":[],"class_list":["post-662","project","type-project","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","project_category-eolica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project"}],"about":[{"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/types\/project"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=662"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/662\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":999,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/662\/revisions\/999"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media\/471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"project_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project_category?post=662"},{"taxonomy":"project_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project_tag?post=662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}