Homem de pele negra, com camisa branca, calça marrom, com braços esticados e nas mãos segura muitos balões coloridos (branco, azul, vermelho, amarelo, verde, rosa) amarrados em um barbante
Apresentação do espetáculo ‘Não é proibido pisar na grama’, pela Cia Alysson Amancio, no Sesc Juazeiro do Norte | Foto: Adriana Pimentel

A dança, a música e o teatro desde a antiguidade estão presentes na evolução do ser humano. Esse movimento artístico acompanha Alysson Amancio, bailarino, coreógrafo, produtor cultural e professor, há quase 25 anos, no Cariri cearense, pelo Brasil e no mundo. Um dos resultados dessa evolução é que seu trabalho está entre os 260 selecionados pelo Ministério da Cultura (MinC) para participar da terceira edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR), no Hangar, em Belém (PA), entre os dias 8 e 12 de novembro de 2023. O Nordeste será representado por 60 empreendedores, sendo 20 da Bahia, 14 de Pernambuco, nove do Ceará, seis do Maranhão, quatro da Paraíba, três do Rio Grande do Norte, três de Alagoas e um de Sergipe.

Dos 15 setores criativos que abrangem a programação do MICBR, a região será representada da seguinte forma: áreas técnicas (5), artesanato (6), audiovisual & animação (4), circo (5), dança (4), design (4), editorial (3), Hip-Hop (5), jogos eletrônicos (2), moda (8), museus & patrimônio (3), música (5) e teatro (5).

O projeto de Amancio é um dos quatro selecionados no setor criativo da dança no Nordeste. O coreógrafo trabalha a partir de muitas frentes: “tenho uma companhia de dança contemporânea e sou o fundador da Associação Dança Cariri, que é um projeto cultural que tem várias ações. Uma das ações da Associação é a Semana Dança Cariri, um festival iniciado em 2008, e que está indo para a 13ª edição. Desde a terceira edição era um festival nacional e na última edição se tornou Internacional. É com esse projeto que participo do MICBR”.

Considera este conteúdo relevante? Apoie a Eco Nordeste e fortaleça o jornalismo de soluções independente e colaborativo!

Como artista, ele participou de inúmeros encontros, festivais e mostras de dança. Como professor, de muitos eventos acadêmicos e artísticos. Neste ano, pela primeira vez, participou de uma rodada de negócios no Ministério da Cultura da Argentina (MICA), em Buenos Aires, como um dos 90 artistas brasileiros selecionados pelo nosso Ministério da Cultura para compor o setor de dança dentro da delegação brasileira para representar o Brasil.

“Depois dessa experiência na Argentina, tive encontros importantes. Participei do movimento internacional de dança em Brasília. É muito importante essas rodadas de negócios de economia artística. Entendendo que a arte é uma área de conhecimento que tem poética, estética, mas, que movimenta o mercado numa ação financeira. Fico muito feliz de participar desse projeto, dessa ação, de poder conhecer outros artistas, de poder conhecer outros mercados, e a possibilidade de levar o nome da dança do Cariri, e a possibilidade de estreitar esses laços e também trazer esses profissionais para cá para o nosso festival. Estou muito animado e feliz com essa retomada da cultura do Brasil”.

Arte circense

A imagem mostra cinco mulheres numa apresentação em palco com iluminação alaranjada. A maioria de costas, apenas uma de lado, elas formam um pequeno círculo e vestem shorts, tops e camisetas, algumas com brilho tipo lurex
Artistas da Cia CLE em cena | Foto: Lissa Cavalcante

A Companhia Circo Lúdico Experimental (Cia CLE) é uma das representantes do circo cearense selecionadas para participar desta terceira edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR). Desde 2007 a Cia CLE se dedica à pesquisa e criação num território em que as margens entre as linguagens cênicas se encontram dissolvidas, onde a acrobacia rege a pesquisa corporal e a produção artística do grupo.

A produtora da Cia. CLE (CE), Samara Garcia nos conta sobre a emoção de serem selecionadas. “Estou muito feliz em participar do MICBR pela possibilidade de instaurar um espaço de compartilhamento sobre o fazer circense da Cia. CLE, com sua atuação de 16 anos de trabalho ininterrupto com as artes do circo. Desejo também contribuir com a difusão da cena circense do Ceará e aproveitar esse espaço de encontros e conexões entre agentes, artistas, produtores e gestores culturais que o MICBR irá proporcionar nos próximos dias”.

Equidade territorial

Dos 906 inscritos em todo o Brasil, o edital do MinC selecionou 260 participantes de 102 cidades do País. Desse total, 99 vagas foram preenchidas por participantes do interior dos estados, dos quais 78 são vendedores e 21 compradores, o que garante representatividade de todas as regiões do País, com 24 das 27 unidades federativas contempladas (com exceção de Piauí, Roraima e Rondônia). A composição dos selecionados que declararam gêneros é composta por: 109 mulheres (42%), 101 homens (39%) e sete pessoas não binárias (3% LGBTQIA+).

Andrea Vasconcelos é produtora cultural, socióloga pela Universidade Federal do Ceará (UFC), especialista em Gestão Estratégica de Políticas Públicas pela Universidade de Campinas / Fundo de Apoio à Pesquisa (Unicamp/FPA) e atualmente coordenadora do Escritório Estadual do Minc no Ceará, estrutura que faz parte da Secretaria dos Comitês de Cultura/MinC, para ela, uma consolidação de um sistema nacional de cultura que possa trazer mais segurança aos trabalhadores e trabalhadoras deste importante setor.

Ela ressalta que são 26 estruturas nos estados e funcionam como pontes que aproximam as políticas federais, o Ministério da Cultura e a sociedade: “Estamos abertos para dialogar, para dar apoio e suporte às instituições dos estados e dos municípios, no intuito de melhorar a oferta das políticas culturais. E com o compromisso de avançar na consolidação de políticas que sejam contínuas e permanentes. Temos, portanto, aqui no Ceará, a missão de estar junto dos 184 municípios cearenses e dos agentes que pertencem e habitam esses territórios”.

O Governo Federal investiu R$1,118 milhão no edital para levar 260 empreendedores culturais e criativos brasileiros ao MICBR 2023. O apoio financeiro foi calculado por região brasileira para cobrir despesas de transporte (aéreo, terrestre e/ou fluvial), contratação de plano de seguro de viagem e diárias (hospedagem, alimentação e transporte local).

Primeira vez na Amazônia

O MICBR 2023 marca sua primeira realização na Amazônia e representa uma importante política pública para o setor cultural que visa estimular o crescimento dos setores criativos, a circulação de bens e serviços culturais, a internacionalização da produção cultural brasileira e o profissionalismo dos agentes culturais do País. Esta edição traz algumas novidades, como a realização de rodadas separadas para cada setor das artes cênicas (circo, dança e teatro), a inclusão de um setor dedicado às áreas técnicas nas atividades de negócios e formação e a Argentina como país convidado de honra.

O MICBR é uma realização do MinC e Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e conta com o patrocínio master da Vale e do Instituto Cultural Vale. Também apoiam a iniciativa o Sebrae, o YouTube, a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco da Amazônia (Basa). A programação das palestras e oficinas é apresentada pela Vale e Instituto Cultural Vale, com apoio do British Council. A Apex-Brasil é parceira nas rodadas de negócios e atividades de formação de redes.

O Mercado das Indústrias Criativas é realizado, ainda, com apoio do Governo do Estado do Pará, por meio das Secretarias de Cultura e Turismo, e pela Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Cultural de Belém e da Companhia de Desenvolvimento da Região Metropolitana.

Serviço

Entre os dias 8 e 12 de novembro o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR), será realizado no Hangar, em Belém (PA)

Clique aqui e veja a lista dos Selecionados para o MICBR 2023

Sem Comentários ainda

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Pular para o conteúdo